terça-feira, 27 de novembro de 2012

SC se sai bem no ENEM


Matéria publicada na edição deste domingo no Diário Catarinense
Reeditada pela Assessoria de Comunicação do Instituto Brigue Beagle


  O colégio de SC mais bem colocado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 é de Blumenau.
 O Bom Jesus Santo Antônio teve média geral 643,94 no resultado do Enem por escola, divulgado pelo Ministério da Educação, mas não apareceu entre os cem melhores do país. Quando comparado com todas as instituições brasileiras, a escola está em 161º lugar, numa lista de 10.076. Os resultados levam em conta as médias obtidas pelos alunos participantes do Enem 2011. Eles tiveram que responder quatro provas objetivas – ciências humanas, da natureza, linguagens e matemática – e escrever a redação. Apenas escolas com mais de 50% de participação de estudantes e o mínimo de 10 alunos foram consideradas. 

 Para se chegar à média geral, o MEC desconsiderou o resultado da redação. Além disso, ele não divulga o desempenho de cada Estado. A justificativa é que, assim, evita o ranking entre as unidades da federação. Apesar de as escolas catarinenses não figurarem entre as cem melhores, o doutor em Educação, Antônio Pazeto, ex-diretor de Educação Básica do Estado, diz que isso não significa que SC está mal no ensino médio, já que ele é um dos destaques nacionais.

 O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, por exemplo, revelou que o ensino médio catarinense é o mais alto do país. Pazeto explica que o fato de ter a melhor ou a pior escola não quer dizer que tem o melhor ou o pior ensino médio. A análise deve ser feita pelo conjunto e não pelos destaques. Analisando o grupo, o pesquisador diz que SC tem instituições mais homogêneas, sem grandes diferenças entre as notas altas e baixas. O especialista em avaliações da Universidade Federal de Minas Gerais Francisco Soares acrescenta que o resultado do Enem reflete apenas uma parte da qualidade do ensino: – As notas são explicadas mais pelas características dos próprios estudantes do que pelas práticas escolares. Por isso, as escolas buscam com empenho matricular alunos de alto desempenho cognitivo, dando bolsas. 

 O aspecto positivo de analisar a posição de cada escola é que não há dúvidas de que os alunos das mais bem colocadas aprenderam mais do que os das que estão longe delas. Soares ainda acredita que a posição que a escola ocupa não pode ser um critério de escolha para matricular o filho. O coordenador do Pré-Vestibular da UFSC/SED, Otavio Auler, diz que para o Enem se tornar uma avaliação global do ensino médio e ser usado como base para políticas públicas, é necessário remodelar esta etapa de ensino, para que siga o modelo proposto pela prova, com disciplinas integradas. – O Ideb abrange outras coisas que o Enem não abrange. Ele é mais uma autoavaliação do estudante.

Nota:
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